quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Ouro, desça do seu trono...

 Dois grandes sambas interpretados por Candeia, no ano de 1978. "Ouro, desca do seu trono" foi composta por um dos maiores nomes do samba brasileiro, Paulo da Portela. A canção traz a tona os males da ganância humana.

"Mil réis" foi composta por Candeia e Noca da Portela, e evidencia um conflito no campo amoroso.



Ouro desça do seu trono

Paulo da Portela


Ouro desça do seu trono

Venha ver o abandono

De milhões de almas aflitas, como gritam

Sua majestade, a prata

Mãe ingrata, indiferente e fria

Sorri da nossa agonia


Diamante, safira e rubi

São pedras valiosas

Mas eu não troco por ti

Porque és mais preciosa

De tanto ver o poder

Prevalecer na mão do mal

O homem deixa se vender

A honra pelo vil metal


Nessa terra sem paz com tanta guerra

A hipocrisia se venera

O dinheiro é quem impera

Sinto minha alma tristonha

De tanto ver falsidade

E muitos já tem vergonha

Do amor e honestidade


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Mil réis

Candeia e Noca da Portela


Hoje tu voltas aqui com semblante a sorrir

Esperando que eu te receba e te dê

Muitos beijos de amor

Esquecendo afinal o que entre nós se passou

Foi você quem errou

Se ajoelhas aos meus pés, mas não vales mil réis

Te conheço, afinal

Não mereço perder tantos anos da vida

Tentarei te esquecer, perdida


Perdida porque não honraste um homem

Manchaste o meu nome e tudo quanto te ofertei

Jogaste fora, como moeda sem valor, um grande amor

Quem me encontrou, me valorizou


quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente...

 Para recomeçar com o pé direito, uma de minhas canções favoritas, escrita por um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, Belchior.

"Coração Selvagem" foi lançada em 1977 e a versão desta postagem foi gravada ao vivo por Daíra em 2017.



Coração Selvagem

Belchior


Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção

Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão

Eu quero um gole de cerveja

No seu copo, no seu colo e nesse bar


Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja

Não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja

Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo

Tenho pressa de viver


Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar

Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar

Tempo para ouvir o rádio no carro

Tempo para a turma do outro bairro ver e saber que eu te amo


Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente

Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente

Sim, já é outra viagem

E o meu coração selvagem tem essa pressa de viver


Meu bem, mas quando a vida nos violentar

Pediremos ao bom Deus que nos ajude

Falaremos para a vida

Vida, pisa devagar, meu coração, cuidado, é frágil

Meu coração é como vidro, como um beijo de novela


Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão

O meu som e a minha fúria, e essa pressa de viver

E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza

E arriscar tudo de novo com paixão

Andar caminho errado pela simples alegria de ser


Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo, vem morrer comigo

Meu bem, meu bem, meu bem


Talvez eu morra jovem, alguma curva do caminho

Algum punhal de amor traído completará o meu destino


Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo, vem morrer comigo

Meu bem, meu bem, meu bem


Meu bem, meu bem, meu bem

Que outros cantores chamam baby

Que outros chamam baby

Que outros chamam baby, meu bem


quinta-feira, 7 de julho de 2022

Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow...

E esse tal de Roque Enrow? O que será?
"Esse Tal De Roque Enrow" foi composta por Rita Lee e Paulo Coelho em 1975 e é uma de minhas preferidas da grande Rita Lee e que fazia tempo que não escutava.
Esta versão da postagem foi gravada ao vivo em 2004, e contou com a participação especial da Pitty.


Esse Tal De Roque Enrow
Rita Lee

Ela nem vem mais pra casa, doutor
Ela odeia meus vestidos
Minha filha é um caso sério, doutor
Ela agora está vivendo com esse tal de
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Roque En

Ela não fala comigo, doutor!
Quando ele está por perto
É um menino tão sabido, doutor!
Ele quer modificar o mundo, esse tal de
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Ro

Quem é ele? Quem é ele?
Esse tal de Roque Enrow
Uma mosca, um mistério
Uma moda que passou
Ele! Quem é ele?
Isso ninguém nunca falou!

Ela não quer ser tratada, doutor
E não pensa no futuro
A minha filha tá solteira, doutor
Ela agora está lá na sala com esse tal de
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Roque En

Eu procuro estar por dentro, doutor
Dessa nova geração
Mas minha filha não me leva à sério, doutor
Ela fica cheia de mistério com esse tal de
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Ro

Quem é ele? Quem é ele?
Esse tal de Roque Enrow
Um planeta, um deserto
Uma bomba que estourou
Ele! Quem é ele?
Isso ninguém nunca falou!

Ela dança o dia inteiro, doutor
E só estuda pra passar
E já fuma com essa idade, doutor
Desconfio que não há mais cura pra esse tal de
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Roque Enrow!
Roque Enrow!



 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Solto a voz nas estradas, já não quero parar!

 Um grande clássico da música popular brasileira, "Travessia" na voz de Milton Nascimento. Foi lançada em 1969 e composta em parceria com Fernando Brant.



Travessia

Milton Nascimento e Fernando Brant


Quando você foi embora fez-se noite em meu viver

Forte eu sou, mas não tem jeito

Hoje eu tenho que chorar

Minha casa não é minha e nem é meu este lugar

Estou só e não resisto, muito tenho pra falar


Solto a voz nas estradas, já não quero parar

Meu caminho é de pedra, como posso sonhar

Sonho feito de brisa, vento vem terminar

Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar


Vou seguindo pela vida me esquecendo de você

Eu não quero mais a morte, tenho muito o que viver

Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer

Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver


Solto a voz nas estradas, já não quero parar

Meu caminho é de pedra, como posso sonhar

Sonho feito de brisa, vento vem terminar

Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar


Vou seguindo pela vida me esquecendo de você

Eu não quero mais a morte, tenho muito o que viver

Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer

Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver

terça-feira, 5 de julho de 2022

Tão longe, longe, longe... agora sinto saudade de nós dois!

 A primeira vez que ouvi essa música foi em um show do próprio Wilson Sideral, em um tradicional "Minas ao Luar" na minha cidade no interior de minas. Na ocasião, ele disse que havia escrito essa música em homenagem a sua mãe.

"Maria" foi lançada em 2004.



Maria
Wilson Sideral

Tão longe, longe, longe, longe, agora sinto
Saudade de nós dois
De um tempo quando estávamos tão perto
E tão certos do que iríamos fazer

Um beijo longo, longo, longo, agora lembro
Raros momentos de prazer
Que eu gravo agora nessa fita demo-tape
Que é pra ninguém esquecer

A vontade de falar tudo isso pra você
Já virou mais uma página
Palavras são como os boêmios
Gostam de sair à noite

Maria, eu ainda te amaria
Maria, pra você eu voaria

Do tempo todo, tempo que nós dois passamos
Sem nunca mais nos ver
E do tanto quanto, tanto quanto nos amamos
Sem saber que era tanto, tanto, tanto...


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim...

Essa música é uma daquelas que não podem faltar em uma viagem. 
"As Curvas da Estrada de Santos" foi composta por Erasmo Carlos e Roberto Carlos, sendo lançada em 1969 por Roberto Carlos. 
A versão desta postagem foi gravada ao vivo em 2012, e contou com a ilustre participação de Seu Jorge.



As Curvas da Estrada de Santos
Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na Estrada de Santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu
Não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade
Só a velocidade anda junto a mim

Só ando sozinho e no meu caminho
O tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda, por favor me acuda
Eu vivo muito só

Se acaso numa curva
Eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo, corrijo num segundo
Não posso parar

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Não vou mais passar
Não, não vou mais passar, oh

Eu prefiro as curvas da Estrada de Santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive e vi pelo espelho
Na distância se perder

Mas se amor que eu perdi
Eu novamente encontrar, oh, oh
As curvas se acabam e na Estrada de Santos
Eu não vou mais passar
Não, não, não, não, não, não

Na Estrada de Santos as curvas se acabam
E eu não vou mais passar
Não, não, não
Oh, na Estrada de Santos as curvas se acabam


 

domingo, 3 de julho de 2022

Deus meu deu um coração poeta...

 Depois de alguns dias fora, retorno com esse belíssimo samba!

Canção composta por Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós. A versão desta postagem foi gravada em 1996, nas vozes de Paulinho Tapajós, João Nogueira e Chico Buarque. 



Coração Poeta

Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós


Deus me deu um coração poeta

E a alma inquieta de um cantor

Pra que eu vigiasse a madrugada

Acordasse o sol e o beija-flor

Cantar me faz

Viver bem mais

Soltar a voz

Que nem um passarinho

Que ninguém prenderá jamais

Se eu sou feliz

Ou infeliz

São lindas minhas penas

Vale a pena ser quem sou

Se eu tenho o céu

Aqui no chão

Se eu tenho o mel no coração

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa...

 Por uma coincidência do destino, essa música começou a tocar aleatoriamente em um playlist hoje cedo. Achei fascinante, e resolvi compartil...